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Tribunal israelense prorroga detenção de ativista brasileiro em flotilha para Gaza

A prisão preventiva de Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek foi estendida por dois dias, em meio a críticas dos governos do Brasil e da Espanha.

Redação Jornal de Brasília

03/05/2026 17h53

Foto: Ilia Yefimovich / AFP

Foto: Ilia Yefimovich / AFP

Um tribunal israelense prorrogou por dois dias a prisão preventiva do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek, detidos a bordo de uma flotilha pró-palestina interceptada pelas forças israelenses. A decisão foi confirmada pela advogada dos ativistas neste domingo.

Ávila e Abu Keshek foram detidos na noite de quarta-feira em águas internacionais perto da Grécia e levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas a bordo foram encaminhados para a ilha grega de Creta. A prorrogação da detenção estende a prisão até 5 de maio.

Os ativistas participavam de uma segunda flotilha organizada pela Global Sumud, que zarpou de Barcelona em 12 de abril com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza por meio da entrega de assistência humanitária.

As autoridades israelenses acusam os detidos de crimes como assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com um agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista, além de transferência de propriedade para tal organização. Segundo o grupo de direitos Adalah, que auxilia na defesa, os ativistas negam as acusações.

A advogada Hadeel Abu Salih argumentou no Tribunal do Magistrado de Ashkelon que a prisão é ilegal por falta de jurisdição, destacando que a missão visava fornecer ajuda aos civis em Gaza, e não a grupos militantes. Ela relatou que Ávila e Abu Keshek sofreram violência durante o transporte para Israel e foram mantidos algemados e vendados até a manhã de quinta-feira.

Os governos do Brasil e da Espanha emitiram uma declaração conjunta na sexta-feira classificando a detenção como ilegal.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que a equipe foi obrigada a agir para impedir obstrução física violenta por parte dos ativistas, e que todas as medidas tomadas foram legais.

Com informações do Governo Federal

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