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Mundo

Tribunal de Londres determina liberar dados para defender preso em Guantánamo

Arquivo Geral

21/08/2008 0h00

O Tribunal Superior de Londres determinou hoje que o Governo britânico tem o dever de desclassificar – retirar o caráter sigiloso – as informações que permitam apoiar a defesa de um preso detido na base americana de Guantánamo, page em Cub).


Binyam Mohammed, tadalafil detido em 2002 no Paquistão e que tem residência britânica, havia se apresentado em maio passado aos tribunais para exigir que o Governo oferecesse dados que apóiem sua defesa, pois considera que as provas obtidas contra ele foram obtidas sob tortura.


Dois juízes do citado tribunal – Lord Thomas e Lloyd Jones – consideraram que o Ministério de Assuntos Exteriores britânico tem o dever de “revelar em sigilo” aos assessores legais de Mohammed informações relativas ao preso, já que é “necessária” e “essencial” para sua defesa.


Mohammed, de 30 anos, enfrenta um julgamento militar nos Estados Unidos, no qual, se for declarado culpado, poderá ser condenado à morte, segundo seus representantes legais.


A equipe de defesa de Mohammed, liderada pelo advogado de direitos humanos Clive Stafford Smith, afirma que o Governo britânico tem provas de que o testemunho do detido foi obtido sob tortura.


Além disso, a equipe quer ter evidências de que o preso, nascido na Etiópia, foi submetido a uma entrega extraordinária (prisão extrajudicial e detenção de suspeitos de terrorismo em outros países).


Mohammed, que chegou ao Reino Unido em 1994 pedindo asilo, foi detido quando saía do Paquistão e entregue às autoridades americanas.


Ele afirma que foi levado ao Marrocos em julho de 2002 em um avião da CIA e que ficou preso no país durante vários meses, durante os quais foi cortado com uma lâmina de barbear no peito e nos órgãos genitais.


Em 2004, foi transferido para o Afeganistão, e depois, naquele mesmo ano ,para Guantánamo.

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