Os quatro acusados, identificados como Losang Gyaltse, Loyar Sangpo, Gangtsu Sangpo e Tenzin Phuntsog, foram considerados culpados de provocar incêndios durante os protestos iniciados em Lhasa em 14 de março do ano passado, nos quais 18 civis e um policial morreram, segundo números oficiais do Governo chinês.
As sentenças de Gangtsu Sangpo e Tenzin Phuntsog têm uma suspensão por dois anos, por isso podem ser comutadas para prisão perpétua se o condenado tiver boa conduta.
Segundo a “Xinhua”, os cinco condenados foram julgados em três casos diferentes de “início de incêndios letais”, que, no total, causaram a morte de sete pessoas em Lhasa.
“Seus crimes incorreram em graves perdas em vidas humanas e bens materiais e prejudicaram a ordem social, a segurança e a estabilidade”, disse a respeito um porta-voz não identificado do tribunal.
O mesmo tribunal condenou outro detido, Dawa Sangpo, à prisão perpétua pelos mesmos motivos.
“O crime (de Dawa) vale a pena de morte, mas os juízes levaram em consideração que tinha condenado a violência e mostrado uma atitude positiva, admitindo os fatos após ser detido”, disse o porta-voz.
Além disso, outra denúncia por provocar um incêndio, com um balanço de cinco mortos e uma loja arrasada, está sendo processada nos tribunais de Lhasa, no entanto, não foi emitido um veredicto.
Pequim informou que, após a revolta, a Polícia chinesa deteve 1,317 mil pessoas, das quais 1,115 mil ficaram depois em liberdade e os outros foram levados à Justiça.
Até o momento, mais de 50 pessoas tinham sido condenadas no Tibete a penas que oscilam entre três anos e a prisão perpétua pelo envolvimento nos distúrbios em Lhasa.
O recente primeiro aniversário desta data fez com que Pequim mobilizasse um grande número de efetivos das forças de segurança na região, para evitar incidentes, e tomasse a decisão de fechar o acesso à região tibetana aos turistas estrangeiros.
Em março, também se lembrou o 50º aniversário da fracassada revolta tibetana de 1959 contra o regime comunista.