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Tribunal chinês condena 4 à morte por distúrbios no Tibete em 2008

Arquivo Geral

08/04/2009 0h00


Um tribunal de Lhasa, viagra dosage na China, condenou à morte quatro pessoas detidas durante a revolta ocorrida no Tibete em março de 2008, informou hoje a agência oficial “Xinhua”.

Os quatro acusados, identificados como Losang Gyaltse, Loyar Sangpo, Gangtsu Sangpo e Tenzin Phuntsog, foram considerados culpados de provocar incêndios durante os protestos iniciados em Lhasa em 14 de março do ano passado, nos quais 18 civis e um policial morreram, segundo números oficiais do Governo chinês.

As sentenças de Gangtsu Sangpo e Tenzin Phuntsog têm uma suspensão por dois anos, por isso podem ser comutadas para prisão perpétua se o condenado tiver boa conduta.

Segundo a “Xinhua”, os cinco condenados foram julgados em três casos diferentes de “início de incêndios letais”, que, no total, causaram a morte de sete pessoas em Lhasa.

“Seus crimes incorreram em graves perdas em vidas humanas e bens materiais e prejudicaram a ordem social, a segurança e a estabilidade”, disse a respeito um porta-voz não identificado do tribunal.

O mesmo tribunal condenou outro detido, Dawa Sangpo, à prisão perpétua pelos mesmos motivos.

“O crime (de Dawa) vale a pena de morte, mas os juízes levaram em consideração que tinha condenado a violência e mostrado uma atitude positiva, admitindo os fatos após ser detido”, disse o porta-voz.

Além disso, outra denúncia por provocar um incêndio, com um balanço de cinco mortos e uma loja arrasada, está sendo processada nos tribunais de Lhasa, no entanto, não foi emitido um veredicto.

Pequim informou que, após a revolta, a Polícia chinesa deteve 1,317 mil pessoas, das quais 1,115 mil ficaram depois em liberdade e os outros foram levados à Justiça.

Até o momento, mais de 50 pessoas tinham sido condenadas no Tibete a penas que oscilam entre três anos e a prisão perpétua pelo envolvimento nos distúrbios em Lhasa.

O recente primeiro aniversário desta data fez com que Pequim mobilizasse um grande número de efetivos das forças de segurança na região, para evitar incidentes, e tomasse a decisão de fechar o acesso à região tibetana aos turistas estrangeiros.

Em março, também se lembrou o 50º aniversário da fracassada revolta tibetana de 1959 contra o regime comunista.

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    Tribunal chinês condena 4 à morte por distúrbios no Tibete em 2008

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    08/04/2009 0h00

    Um tribunal de Lhasa, view na China, condenou à morte quatro pessoas detidas durante a revolta ocorrida no Tibete em março de 2008, informou hoje a agência oficial “Xinhua”.

    Os quatro acusados, identificados como Losang Gyaltse, Loyar Sangpo, Gangtsu Sangpo e Tenzin Phuntsog, foram considerados culpados de provocar incêndios durante os protestos iniciados em Lhasa em 14 de março do ano passado, nos quais 18 civis e um policial morreram, segundo números oficiais do Governo chinês.

    As sentenças de Gangtsu Sangpo e Tenzin Phuntsog têm uma suspensão por dois anos, por isso podem ser comutadas para prisão perpétua se o condenado tiver boa conduta.

    Segundo a “Xinhua”, os cinco condenados foram julgados em três casos diferentes de “início de incêndios letais”, que, no total, causaram a morte de sete pessoas em Lhasa.

    “Seus crimes incorreram em graves perdas em vidas humanas e bens materiais e prejudicaram a ordem social, a segurança e a estabilidade”, disse a respeito um porta-voz não identificado do tribunal.

    O mesmo tribunal condenou outro detido, Dawa Sangpo, à prisão perpétua pelos mesmos motivos.

    “O crime (de Dawa) vale a pena de morte, mas os juízes levaram em consideração que tinha condenado a violência e mostrado uma atitude positiva, admitindo os fatos após ser detido”, disse o porta-voz.

    Além disso, outra denúncia por provocar um incêndio, com um balanço de cinco mortos e uma loja arrasada, está sendo processada nos tribunais de Lhasa, no entanto, não foi emitido um veredicto.

    Diante da sentença, o Governo tibetano no exílio denunciou hoje que os condenados não tiveram um julgamento “decente nem justo”, e que o sistema judiciário chinês é um “instrumento estatal”.

    O porta-voz da Administração Central Tibetana, Thubten Samphel, disse à Agência Efe que o Poder Judiciário na China “não é independente” e que os acusados não receberam uma “defesa efetiva nem um julgamento decente e justo”.

    Samphel acrescentou que as autoridades tibetanas consideram aos condenados como “presos políticos”, e reiterou que os protestos realizados no ano passado no Tibete para lembrar o aniversário da fracassada revolta tibetana de 1959 “foram pacíficos”.

    Pequim informou que, após a revolta, a Polícia chinesa deteve 1,317 mil pessoas, das quais 1,115 mil ficaram depois em liberdade e os outros foram levados à Justiça.

    Até o momento, mais de 50 pessoas tinham sido condenadas no Tibete a penas que oscilam entre três anos e a prisão perpétua pelo envolvimento nos distúrbios em Lhasa.

    O recente primeiro aniversário desta data fez com que Pequim mobilizasse um grande número de efetivos das forças de segurança na região, para evitar incidentes, e tomasse a decisão de fechar o acesso à região tibetana aos turistas estrangeiros.

    Em março, também se lembrou o 50º aniversário da fracassada revolta tibetana de 1959 contra o regime comunista.

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