A resolução foi adotada porque as propriedades apresentam numerosas dívidas em contribuições que a família de Pinochet não pôde pagar, depois que seus fundos foram apreendidos pelo juiz Manuel Antonio Valderrama, que investiga em Santiago as milionárias contas que do ex-ditador no Banco Riggs e em bancos europeus.
O leilão foi fixado para 9 de dezembro de 2008, mas a defesa da família Pinochet recorreu na tentativa de evitar a venda dos imóveis, situados em um luxuoso condomínio da cidade.
Na causa também estão envolvidas outras propriedades e contas milionárias, tanto no Banco do Chile quanto no de Boston.
No entanto, Valderrama ordenou receber o expediente que se encontra na Corte de Apelações de Santiago, a fim de deter o recurso.
Por sua vez, a defesa tenta fazer com que todos os bens da família Pinochet fiquem amparados em uma só investigação, para evitar a abertura de novos processos judiciais.
Recentemente, permitiu-se à família do ex-ditador utilizar parte dos fundos embargados para pagar as contribuições de outras propriedades que estavam a ponto de entrar na mesma situação.
O processo que Valderrama preside começou em 2004, depois que o Congresso dos EUA descobriu as contas de Pinochet no Banco Riggs.
Estima-se que a fortuna que o ex-ditador conseguiu acumular nessas contas superaria os US$ 30 milhões.