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Mundo

Três homens libertados de Guantánamo retornam a Londres

Arquivo Geral

19/12/2007 0h00

Os três residentes do Reino Unido que estavam detidos na prisão americana de Guantánamo (Cuba) chegaram hoje a Londres após serem libertados, visit segundo a rede de televisão “BBC”.

O palestino Jamil el-Banna, visit web o líbio Omar Deghayes e o argelino Adennour Samuer chegaram ao aeroporto de Luton, no norte da capital britânica, em um vôo charter acompanhados por agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard e um médico.

Os três homens, que provavelmente serão interrogados pela Polícia britânica após sua chegada ao Reino Unido, passaram anos em Guantánamo, onde os EUA mantêm cerca de 300 presos desde o início de 2002, privando-os de assistência legal.

As autoridades americanas acusaram o palestino de financiar e recrutar membros para a Al Qaeda; o líbio, de associação com essa rede terrorista; e o argelino, de participar de treinamentos de terroristas no Afeganistão.

Segundo a “BBC”, há a expectativa de que um quarto residente do Reino Unido, o saudita Shaker Abdur-Raheem Aamer, também seja libertado e repatriado à Arábia Saudita, enquanto que um quinto, o etíope Binyam Mohammed, permanecerá em Guantánamo.

Ao contrário de outros nove homens libertados em 2004 e 2005, estes cinco – alguns dos quais viviam e trabalhavam no Reino Unido há décadas – não são cidadãos britânicos, mas tinham status de refugiados ou permissão de residência permanente ou excepcional neste país antes de sua detenção.

A libertação deste grupo foi solicitada em agosto pelo Governo do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, no que representou uma mudança de direção em sua política externa a respeito de Guantánamo, já que até então nunca havia interferido em casos que não afetassem diretamente cidadãos britânicos.

Nos últimos meses, as autoridades britânicas e americanas mantiveram intensas negociações sobre a libertação dos cinco homens, os quais, segundo insistem as autoridades americanas, são homens perigosos.

De acordo com um comunicado do ministério do Interior britânico, os EUA deram o sinal verde para as libertações no último dia 10.

O mesmo informe conta que esta decisão não implica que os três homens possam “permanecer permanentemente no Reino Unido” e que “seu status será revisado imediatamente após seu retorno”.

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