Empresas de transporte de cereais iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (19) na Argentina. A ação foi uma medida para exigir o cumprimento do acordo de pagamento de valores acordados com as empresas de coleta e processamento de grãos.
A paralisação, lançada pela Federação de Transportadores Argentinos (Feltra), prejudicou a entrada de grãos nos centros de processamento e nos portos do país, um dos principais produtores e exportadores de cereais e óleo do mundo.
O vice-presidente da Fetra, Pablo Agolanti, disse que as grandes empresas não cumprem com o pagamento aos pequenos empresários do transporte de carga. O dirigente cobra que as tarifas de serviço estipuladas em outubro passado após outra greve sejam quitadas.
Agolanti indicou que, em outubro passado, além dessa tarifa mínima, também houve acordo para que a Receita Federal controlasse o cumprimento dos pagamentos, além de medidas de segurança para as transportadoras nos portos, acordos que caminhoneiros reclamam não terem entrado em prática.
“Diante desta situação, decidimos pela greve, que conta com alta adesão, já que hoje não há caminhões de cereal circulando pelo país. Além disso, mais de 300 manifestações acontecem em diferentes pontos do país, inclusive em todos os portos”, disse Agolanti.
A paralisação acontece no momento em que a Argentina se encontra em meio à colheita de milho e está prestes a começar a da soja, principal cultivo do país.