Cerca de 10.000 trabalhadores a serviço de multinacionais do petróleo no leste da Colômbia suspenderam suas atividades em meio a protestos contra a demissão de centenas de operários, informaram nesta terça-feira fontes sindicais e autoridades locais.
Seis feridos e sete veículos incendiados, entre caminhões e caminhonetes, deixaram as desordens que coincidiram com a declaração da greve, disse Óscar Bolaños, prefeito de Puerto Gaitán, a localidade que explodiu o conflito trabalhista.
Bolaños informou a rádios locais que a zona de prospecção e exploração de petróleo tem sido prejudicada por “violações” desde segunda-feira.
Os protestos levaram o Governo a deslocar um contingente de policiais do Esquadrão Móvel Antidistúrbios (Esmad) que, segundo porta-vozes sindicais, agrediu os manifestantes.
A atual crise explodiu após 1.100 trabalhadores serem demitidos da empresa colombiana Montajes JM S.A., contratista de Cepcolsa, filial do multinacional espanhola Cepsa, que realiza tarefas na região com a Pacific Hocol e a Empresa Colombiana de Petróleos (Ecopetrol, estatal), entre outras companhias.
O presidente da Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia (CUT), Tarsicio Mora, disse à Agência Efe em Bogotá que os operários foram despedidos após terem se sindicalizado para exigir melhores condições trabalhistas, salariais e sociais.
Em solidariedade, cerca de 10.000 operários petroleiros da região declararam greve, acrescentou Mora.