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Trabalhadores e apoiadores de Chávez marcham contra sanções dos EUA à PDVSA

Arquivo Geral

29/05/2011 18h52

Centenas de trabalhadores e apoiadores do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, percorreram neste domingo as ruas do centro de Caracas para condenar as sanções impostas pelos Estados Unidos à estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) por apoiar o setor energético do Irã.

 

A manifestação, denominada “Grande Marcha pela Soberania”, contou com a presença de representantes da Presidência, trabalhadores da indústria petrolífera e militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ao qual Chávez pertence.

 

“Tremenda marcha! Esse é o poder popular! A Venezuela se respeita!”, escreveu Chávez em seu perfil no Twitter, @chavezcandanga.

 

O líder, que se encontra de repouso há três semanas por conta de uma lesão em seu joelho esquerdo, cancelou seu programa dominical “Alô Presidente” para ceder o espaço nos meios de comunicação públicos à manifestação.

 

O ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, marchou ao lado dos trabalhadores que se deslocaram ao longo de 30 quilômetros até uma praça próxima ao palácio presidencial de Miraflores.

 

“Hoje vamos desenvolver uma jornada de profunda rejeição às pretensões do imperialismo de atacar nosso país (…), somos os filhos de Bolívar, somos o povo bolivariano, com a Venezuela ninguém se intromete, dizemos a todo o mundo que a Venezuela deve ser respeitada”, disse Ramírez.

 

Esta é a segunda grande mobilização realizada no país depois que na terça-feira passada os Estados Unidos anunciaram as sanções contra a PDVSA e outras seis empresas internacionais que apoiam o setor energético do Irã.

 

As sanções incluem não poder assinar contratos com o governo americano nem receber financiamento do país para suas operações de importação e exportação.

 

No entanto, e apesar das manifestações de reprovação, Ramírez afirmou na sexta-feira que a Venezuela continuará enviando os 1,2 milhão de barris que diariamente vende aos EUA, inclusive depois do anúncio das sanções contra a PDVSA.

 

“Nenhum país do mundo, de acordo com a carta das Nações Unidas, deve interferir nos assuntos do comércio internacional”, disse o presidente da Assembleia Nacional (AN), Fernando Soto Rojas, que participou do ato.

 

O presidente do Parlamento pediu à oposição venezuelana “que defina sua posição política com clareza em um projeto alternativo escrito em resposta a esta situação de agressão”.

 

Os deputados opositores foram acusados por Ramírez, também presidente da PDVSA, de estarem “traindo a pátria” por se negarem a assinar um acordo proposto pelo governo no Parlamento para repudiar as sanções à companhia petrolífera venezuelana.

 

O deputado governista Darío Vivas afirmou, por sua vez, que “já se sabe que a oposição é financiada pelo imperialismo” e reiterou que os parlamentares contrários ao chavismo “têm uma atitude apátrida”.

 

Para o ministro do Esporte, Héctor Rodríguez, “os Estados Unidos não têm moral para dizer à Venezuela com quem deve se relacionar” e advertiu: “Eles se esquecem que expulsamos o império espanhol não só da Venezuela, mas de todo o território sul-americano”.

 

De acordo com o deputado governista Aristóbulo Istúriz, não só os países da América Latina e os que integram a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) apoiam a Venezuela, mas também “todos os países da Ásia e África”.

 

Após o anúncio das sanções dos Estados Unidos, a Venezuela recebeu o apoio de Cuba, Equador, Bolívia e Nicarágua.

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