O ex-líder militar servo-bósnio Ratko Mladic, cuja detenção foi anunciada nesta quinta-feira em Belgrado, enfrenta 15 acusações por crimes de guerra e crimes contra a humanidade pela guerra da Bósnia.
Entre as acusações, destaca-se a de genocídio, a de maior peso na jurisdição do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), pelo massacre de 8 mil muçulmanos em Srebrenica.
Além disso, Mladic é acusado de ter planejado e instigado, junto com outros, os ataques à população muçulmana da Bósnia, com a intenção de destruir parcialmente uma parte dessa comunidade, segundo a ata de acusação da procuradoria do TPII.
As outras acusações incluem perseguição, exterminação e assassinato, deportação e atos desumanos, campanhas de terror a civis, tratamento cruel e desumano e ataques a civis, além de tomada de reféns.
Essa última acusação se refere à tomada como reféns por parte das forças sérvias de cerca de 200 observadores militares e de capacetes azuis da ONU em maio de 1995.
O último foragido procurado pelo TPII é agora Goran Hadzic, o líder dos sérvios da Croácia durante o conflito que começou em 1991, que é acusado, entre outros crimes, da expulsão da população croata e não-sérvia de Krajina, assim como de assassinato, perseguição, tortura e tratamento desumano.