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Mundo

Terroristas mantêm militares como reféns no Paquistão

Arquivo Geral

28/08/2010 14h58

 

Os insurgentes que atacaram neste sábado uma instalação militar na cidade paquistanesa de Peshawar mantêm pelo menos dois membros das forças de segurança como reféns em um edifício oficial, informou à agência Efe um porta-voz do Exército.

 

As forças de segurança iniciaram uma operação para libertar os reféns, que foram capturados depois que um grupo de pelo menos três terroristas atacou um posto de controle próximo ao consulado dos EUA na cidade, segundo a versão militar.

“Estamos fazendo tudo o que podemos para pôr fim a esta situação”, se limitou a dizer a fonte.

 

O ataque começou por volta das 6h locais (22h de sexta-feira em Brasília), na região de Shama Chowk, dentro do acantonamento militar da capital da província de Khyber-Pakhtunkhwa, onde três insurgentes abriram fogo contra um posto de controle.

 

As forças de segurança responderam, iniciando um tiroteio que durou cerca de 20 minutos e não causou mortes nem deixou feridos, segundo explicou à Efe outra fonte militar.

 

“Parece que o objetivo dos insurgentes era atacar o consulado dos EUA em Peshawar, que está perto dali”, acrescentou esta fonte.

Em abril, o consulado americano da cidade já foi alvo de um grande atentado terrorista.

 

Após o enfrentamento inicial, os terroristas tomaram como reféns dois guardas em um edifício, que agora está rodeado pelas forças de segurança.

 

O ataque acontece em um momento de relativa calma da insurgência no Paquistão, país que desde o fim de julho sofre graves inundações que alagaram 20% de seu território e afetou cerca de 20 milhões de pessoas.

 

O Exército paquistanês combate a insurgência talibã em várias áreas do conflituoso noroeste e no adjacente cinto tribal fronteiriço com o Afeganistão, mas também tem cerca de 60 mil homens desdobrados por todo o país para ajudar nos trabalhos de resgate e assistência aos afetados pelas inundações.

 

Muitos analistas acreditam que os fundamentalistas estão aproveitando a crise para se organizarem. Nesta sexta-feira, uma fonte dos principais serviços secretos do país admitiu à Efe que a estratégia na guerra contra o terrorismo poderia ser bastante afetada no contexto atual.

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