O epicentro do terremoto, que foi registrado no sábado às 16h30 local (5h30 de Brasília), ficou perto das localidades de Renhe (distrito de Panzhihua) e Huili (distrito de Liangshan), no extremo sul de Sichuan, perto do limite com a turística província de Yunnan.
O terremoto se encontra na mesma linha de contato entre falhas onde aconteceu o devastador terremoto de 8 graus em 12 de maio, que deixou cerca de 90 mil mortos, mas cerca de 800 quilômetros mais ao sul.
O epicentro ficou a uma profundidade de 10 quilômetros sob a superfície, segundo a Rede Nacional Sismológica da China.
A localidade de Dali, no norte de Yunnan, foi uma das atingidas, mas os danos mais graves ocorreram em Panzhihua e em Huili, segundo as autoridades provinciais.
Dezenas de milhares de casas desabaram e mais de 32 mil pessoas tiveram que ser evacuadas, segundo as informações da “Xinhua”.
O terremoto foi sentido também nas capitais das duas províncias atingidas, Chengdu (principal cidade de Sichuan) e Kunming (Yunnan), e só hoje foram registradas mais de 300 réplicas.
As equipes de resgate trabalham na zona atingida em busca de sobreviventes, mas seus trabalhos são dificultados pela chuva e pelo relevo da zona, que é muito montanhosa e de difícil acesso.
Apesar de a zona afetada ser remota, é um lugar com alta densidade de população (118 pessoas por quilômetro quadrado), por isso muitos habitantes da região podem ter sido atingidos pelo terremoto.
A província de Sichuan e outras limítrofes, como Yunnan, Qinghai, Gansu, Shaanxi e a região autônoma do Tibete, sofreram centenas de réplicas após o devastador terremoto de 12 de maio, algumas delas acima dos 5 ou 6 graus, magnitude que pode causar danos na estrutura das casas.
A agência “Xinhua” também informou hoje sobre um terremoto, de 5,3 graus, em uma zona mais afastada, a região autônoma de Xinjiang (noroeste do país).
Por enquanto, não há notícias sobre vítimas ou danos materiais neste segundo terremoto, que aconteceu em uma zona escassamente povoada.