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Terremoto na Colômbia: esperança por sobreviventes diminui

Com pelo menos 265 mortos e cerca de 500 desaparecidos, equipes passam a remover escombros em vez de manter operações intensas de busca e resgate.

Redação Jornal de Brasília

13/08/2026 13h32

colombia earthquake aftermath

Foto por JAIME SALDARRIAGA / AFP

As esperanças de encontrar mais sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia no início da semana diminuíam nesta quinta-feira (13), enquanto as equipes de resgate restringiam as buscas nas áreas mais afetadas. Em Cali, a terceira maior cidade do país, os trabalhos passaram a se concentrar na remoção de escombros na maioria dos locais, sinalizando que a resposta ao desastre entra em uma fase mais difícil após as primeiras 72 horas.

O tremor ocorreu pouco depois das 7h30 da manhã, no horário local, na segunda-feira (10), derrubando prédios de apartamentos, danificando casas, escolas e hospitais e levando moradores às ruas em toda a região oeste da Colômbia, onde se concentram as fazendas de café do país. Segundo as autoridades, pelo menos 265 pessoas morreram e cerca de 500 ainda estão desaparecidas.

Em Pereira, outra cidade fortemente atingida na região cafeeira, famílias seguiam à espera de notícias de parentes. Enrique Marin relatou ter viajado por mais de 10 horas desde Bogotá depois de receber a ligação de um amigo informando que a mãe estava presa sob os escombros de sua casa. Ele afirmou que ela foi resgatada seis horas após o terremoto, ainda com sinais vitais, mas morreu a caminho do hospital.

As autoridades informaram ainda que mais de 150 réplicas foram registradas desde o terremoto principal, o que aumentou a pressão sobre os sobreviventes e os riscos enfrentados pelas equipes que vasculham estruturas instáveis. Diante da destruição, o presidente Abelardo De La Espriella disse que declararia emergência econômica e criaria um fundo de reconstrução para canalizar ajuda nacional e internacional para hospitais, escolas, residências e infraestrutura.

O governo também respondeu às críticas sobre a gestão da assistência estrangeira, afirmando que não rejeitou ofertas de nenhum país, mas que aceitará apenas equipes internacionais de busca e resgate que atendam a padrões de certificação reconhecidos.

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