O diretor do Instituto Sismológico Universitário, Eugenio Polanco, disse à Agência Efe que o tremor e as duas réplicas que o seguiram devem ser avaliados como “grandes”.
“Desde o terremoto de 4 de agosto de 1946, que foi de 8,1 graus, não tínhamos registrado, pelo menos em nosso país, um fenômeno tão grande como este”, afirmou o especialista dominicano.
Ele lembrou que na ocasião os efeitos do sismo causaram um tsunami no litoral do Atlântico que atingiu a cidade de Nagua, no noroeste da República Dominicana.
Outro forte terremoto no país ocorreu na noite de 22 de setembro de 2003, quando a terra tremeu a uma escala de 6,5 graus e derrubou um centro educativo, além de ter danificado seriamente outros prédios na cidade de Puerto Plata.
“Na ocasião, não ocorreu uma catástrofe nessa escola porque foi de noite e não havia alunos”, afirmou Polanco, que recomendou aos dominicanos manter a calma e não se deixar levar por rumores.
O terremoto mais forte aconteceu nesta terça às 19h53 (Brasília) e o epicentro foi 15 quilômetros a sudoeste de Porto Príncipe. Depois, foram sentidas pelo menos cinco réplicas de menor magnitude.
O abalo foi sentido, além disso, em Cuba, Jamaica e nas Bahamas, segundo Polanco.