A jornada eleitoral na Região Autônoma Muçulmana de Mindanao, sick no sul das Filipinas, hospital ocorreu hoje dentro do caos previsto e em meio à tensão por choques esporádicos entre os rebeldes e o Exército.
Sob fortes medidas de segurança, 1,6 milhão de pessoas foram às urnas, mas o índice de participação definitiva não será conhecido até dentro de vários dias, segundo as autoridades.
O presidente da Comissão Eleitoral, José Melo, assegurou após o fechamento dos colégios eleitorais às 15h (4h em Brasília) que a votação transcorreu sem grandes contratempos.
No entanto, os observadores internacionais denunciaram vários casos de roubo de votos e erros no sistema eletrônico de registro dos sufrágios, que foi testado pela primeira vez.
Também nos próximos dias serão anunciados os resultados do pleito, nos quais se elege o governador, vice-governador e os 24 deputados da assembléia regional.
Quase não foram registrados incidentes violentos na ilha de Basilan, onde um soldado morreu e três ficaram feridos em uma emboscada contra membros da Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) que impediam alguns eleitores de votar.
O FMLI, da mesma forma que o Governo, queria o adiamento do pleito depois que a Corte Suprema suspendeu na sexta-feira passada a assinatura de um acordo de paz que colocaria fim a décadas de conflito, mas que foi rejeitado pelos políticos cristãos.
Fundado em 1984, o FMLI é a maior organização separatista do arquipélago com mais de 12 mil militantes, muitos dos quais combatem o Exército apesar do cessar-fogo, em teoria vigente desde 2003.
Quase quatro décadas de conflitos contra as tropas governamentais deixaram 120 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados no sul de Mindanao, uma das áreas mais pobres das Filipinas.