Mais de 3 milhões de pessoas se cadastraram para votar no plebiscito de independência do sul do Sudão, programado para o dia 9 de janeiro, cujo processo de registro de eleitores termina nesta quarta-feira.
O presidente do Comitê para o Plebiscito, Mohammed Ibrahim Khalil, informou em entrevista coletiva que foram registrados ao todo 3,157 milhões de cidadãos, dos quais 3 milhões o fizeram no sul do Sudão, 105 mil no norte do país e 52 mil em oito países do exterior.
O processo de registro começou em 15 de novembro e estava previsto que terminasse no dia 1º de dezembro, mas o Comitê para o Plebiscito o prorrogou por uma semana por “razões técnicas e administrativas”.
Khalil acrescentou que as listas de eleitores, que serão remetidas ao Comitê para preparar o plebiscito, serão divulgadas para facilitar as reivindicações.
Além disso, uma empresa britânica se encarregará de imprimir as cédulas de votação, que serão entregues em 12 dias em Cartum e Juba, capital da região autônoma do sul, antes de distribuí-las aos colégios eleitorais por meio da ONU, do Comitê para o Plebiscito e da Organização Internacional de Imigração.
A realização desse plebiscito é um dos pontos do acordo de paz assinado em 2005 entre o Governo sudanês e os rebeldes do sul, após 21 anos de uma guerra que causou a morte de 2 milhões de pessoas.
O conflito do sul do Sudão eclodiu em 1983 quando o regime de Cartum impôs a lei islâmica em todo o país e os insurgentes do sul, de maioria cristã e animista, se insurgiram em armas.