A coleta de lixo será retomada hoje em Buenos Aires depois que as ruas portenhas armazenaram, nos últimos dias, milhares de toneladas de resíduos por causa de uma greve nos lixões da cidade que afetou 14 milhões de habitantes, anunciaram hoje fontes oficiais.
As autoridades de Buenos Aires assinalaram que a normalização da coleta demorará algumas horas devido ao acúmulo de lixo produzido desde o fim de semana pela greve de trabalhadores dos lixões, que recolhem cerca de cinco mil toneladas de resíduos por dia.
Há cerca de “15 mil toneladas de lixo” que não foram colhidas pela greve que afetou “14 milhões de pessoas” da capital argentina, assegurou hoje o ministro de Ambiente da cidade de Buenos Aires, Diego Santilli, depois de uma reunião com sindicalistas e autoridades.
Durante o encontro ficou acordado que a coleta irá voltar ao normal após a greve dos trabalhadores que bloqueou a entrada dos três lixões administrados pela Coordenação Ecológica da Área Metropolitana (Ceamse), sustentou o governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, em entrevista coletiva.
O protesto foi realizado por 1.200 trabalhadores dos três lixões que armazenam os resíduos da capital argentina para reivindicar a garantia de seus empregos no próximo sistema de coleta preparado pela Prefeitura de Buenos Aires e pelo Governo da província homônima.
Desde o início da medida, dirigentes do sindicato estimavam que a greve podia se prolongar por 48 horas, como ocorreu.
Jorge Mancini, líder do sindicato que organizou o protesto, afirmou que na reunião “ficou garantida a fonte de trabalho e foi acordada a sustentatibilidade do sistema por muito tempo com novas tecnologias e um polo ambiental”.
A produção de resíduos da cidade cresceu significativamente nos últimos cinco anos, passando de 1,4 milhão de toneladas, em 2005, para 1,8 milhão, em 2009, um aumento de 28,5%, segundo dados do Ceamse.