A tempestade tropical “Alex” perdeu intensidade e se transformou em uma depressão tropical em seu percurso pela península de Yúcatan, mas deve recuperar força hoje quando emergir no sul do Golfo do México, informaram meteorologistas dos Estados Unidos.
Os ventos máximos sustentados caíram para 55 km/h ao interagir com a terra, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA em seu boletim das 15h GMT (12h, Brasília).
O NHC prevê que o “Alex” se transformará em um furacão quando passar sobre as águas quentes do Golfo do México que são um “combustível” para o fortalecimento dos sistemas tropicais.
“Ele ganhará força porque a temperatura da água está suficientemente quente na área. Há possibilidades que em 48 horas se transforme em um furacão mínimo (de categoria um na escala Saffir-Simpson de um máximo de cinco)”, disse à Agência Efe Félix García, meteorologista do NHC.
É possível que o “Alex” não chegue a alcançar uma categoria maior (3, 4 ou 5) porque “não terá nem a distância nem o tempo suficiente”, acrescentou García.
As previsões do NHC para cinco dias dizem que o “Alex” tocaria a terra pela segunda vez no México como furacão na manhã da próxima quinta-feira.
García descartou também que o “Alex” se dirija para a zona no Golfo do México onde a empresa BP tenta deter o enorme vazamento de petróleo.
“Os modelos meteorológicos indicam que o sistema se movimentará para o oeste-noroeste, mas atualmente se desloca mais rumo ao oeste. É possível que algumas bandas de chuvas se movimentem por essa área, mas não que a depressão tropical vá diretamente para o local”, informou o meteorologista.
As chuvas torrenciais do “Alex”, a primeira tempestade da temporada de furacões no Atlântico em 2010, castigam Yúcatan, o sul do México, a Guatemala e Belize, e poderiam causar deslizamentos de terra e inundações repentinas, segundo os meteorologistas americanos.
O “Alex” tem um movimento de translação para o oeste-noroeste e se desloca a 19 km/h.
Nessa trajetória, o centro da tempestade cruzará a península de Yúcatan e entrará hoje no sul do Golfo do México.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA) previu para a temporada de furacões no Atlântico, que começou no dia 1º de junho e termina no dia 30 de novembro, a formação de 14 a 23 tempestades e entre 8 e 14 furacões que descarregariam sua fúria sobre os EUA, Caribe, América Central e Golfo do México.
Os meteorologistas prevêem uma temporada “extremamente ativa”, já que entre três e sete dessas tempestades poderiam ser de grande intensidade com ventos superiores a 177 km/h.