A temperatura da América Latina deve subir no próximo século entre 2 e 4 graus Celsius como consequência da mudança climática, e a região será gravemente afetada pelo aumento do nível do mar, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal).
A Cepal divulgou nesta quarta-feira no marco da 16ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-16) sua última pesquisa sobre os possíveis impactos do fenômeno na região para 2100.
No entanto, o documento assinala que o aumento da temperatura nos próximos 100 anos poderia ser de entre 1 e 6 graus Celsius.
O aumento da temperatura virá acompanhado por mudanças “nos padrões de precipitação”, afirma o estudo.
A Cepal espera “um derretimento das geleiras nos países andinos, uma modificação dos padrões de eventos extremos em áreas como Caribe, América Central e a regiões tropicais e subtropicais da América do Sul, e possíveis modificações em fenômenos climáticos como o El Niño”.
O estudo recolhe dados do mesmo relatório publicado em 2009, no qual a comissão já advertia que, sem um acordo internacional para amenizar os efeitos da mudança climática, o custo deste problema poderia significar para a região até 137% de seu Produto Interno Bruto (PIB) atual no ano 2100.