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Mundo

Tbilisi: Comunidade internacional deixou Geórgia só frente ameaça russa

Arquivo Geral

13/08/2008 0h00

A ministra de Exteriores georgiana, cost Eka Tkeshelashvili, ask disse hoje que a Geórgia pediu, sem sucesso, ajuda à comunidade internacional diante da ameaça constante de ataques russos em seu território, e lamentou que o país tenha sido deixado “só” nessa situação.

Em entrevista coletiva, Tkeshelashvili disse que, antes da invasão da Geórgia pelas tropas russas, o Governo de Tbilisi apelou à comunidade internacional, incluindo a Rússia, para advertir dos ataques à população georgiana na Ossétia do Sul.

“Mas não chegou ajuda, só chegou a invasão”, disse.

A ministra disse que “nos deixaram sós nessa situação” e atribuiu parte da responsabilidade ao conjunto da comunidade internacional.

A política georgiana elogiou, no entanto, as gestões diplomáticas internacionais para colocar fim ao conflito e agradeceu particularmente à União Européia (UE) a ênfase em que a Rússia deve respeitar a soberania da Geórgia e sua integridade territorial.

Ela denunciou que a Rússia não respeita o cessar-fogo ao qual se comprometeu e explicou que, com isso, não só está provocando uma grave crise humanitária, mas também o bloqueio econômico da Geórgia.

Tkeshelashvili assegurou que as tropas russas continuam matando civis georgianos, além de fazer saques sistemáticos nas cidades pelas quais passam.

Sobre a resposta da UE à crise, a ministra ressaltou que os 27 países do bloco demonstraram que compreendem a urgente necessidade de estabelecer uma missão internacional para garantir a paz na Ossétia do Sul e no conjunto da Geórgia, substituindo as forças russas que eram encarregadas da tarefa na região separatista.

A ministra reconheceu que será difícil que a Rússia aceite o estabelecimento de uma missão internacional, mas confiou em que a iniciativa contará com o respaldo da UE e com contribuições dos Estados-membros.

No entanto, lamentou a ausência de uma condenação pública clara por parte do bloco à atuação da Rússia na Geórgia, mas admitiu que, ao exercer o papel de mediador no conflito, é difícil para a UE criticar diretamente uma das partes.

Ela também mostrou-se satisfeita com o apoio político da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), refletido na convocação de uma segunda reunião extraordinária para analisar o conflito da Geórgia, já que, depois da realizada ontem, a Aliança organizou um encontro ministerial para a próxima terça-feira.

A ministra deixou claro que Tbilisi não espera que os aliados desloquem soldados militares à Geórgia, mas indicou que já está sendo discutido que tipo de apoio fornecer.

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