Até 31 de agosto deste ano, 62 militares na ativa se mataram, enquanto outros 31 casos de possíveis suicídios estão sendo investigados, explicou hoje o coronel Eddie Stephens, subdiretor de Recursos Humanos do Pentágono.
Trata-se de entre 13 e 15 casos a mais que no mesmo período de 2007.
“Estimamos uma média de 10 suicídios ao mês no Exército e se alguém faz o cálculo (…) isso me indica que, com quatro meses que faltam para acabar o ano, superaremos provavelmente os 115” casos, assinalou Stephens.
O secretário do Exército, Pete Geren, afirmou que os comandantes militares têm plena consciência de que as missões contínuas e repetidas provocaram maior estresse e ansiedade tanto nos soldados quanto em suas famílias, em referência ao Iraque, por exemplo.
Por isso, o Exército quer se assegurar de que todos os soldados e as famílias recebam tratamento e atendimento adequado se precisarem.
A fim de reduzir as altas taxas de suicídio, o Exército aumentou o número de psicólogos, outros especialistas em saúde mental e padres, e lançou um vídeo interativo para as tropas, explicou a brigadeiro-general Rhonda Cornum, ajudante do cirurgião-geral do Exército.
Adicionalmente, o Pentágono introduzirá, a partir de janeiro, um novo programa de formação porque observou que os soldados são treinados para reconhecer quando um companheiro tem um problema, mas não para reagir e resolvê-lo.
“Não há problemas simples e não há soluções singelas. Não há nenhum programa que tenha sido realmente efetivo na hora de prevenir suicídios… o êxito será a soma de uma quantidade de pequenos passos”, afirmou Cornum.