A taxa de projeção de emprego líquido nos Estados Unidos para o último trimestre deste ano é de -3%, o número mais baixo desde que a companhia Manpower começou a elaborar esse indicador, em 1962, com o qual calcula a intenção de contratação dos empresários.
Após entrevistar 28 mil diretores americanos, a empresa – com sede em Wisconsin – informou hoje que 69% deles não prevê variar o quadro de funcionários de suas empresas entre os próximos meses de outubro e dezembro, 12% planejam aumentá-lo, 14% buscarão reduzi-lo, enquanto 5% estão indecisos.
Com esses números, a Manpower fixou a taxa de projeção de emprego líquido em -3%, um número obtido ao diminuir a porcentagem de diretores que preveem reduzir a contratação à dos que esperam aumentá-la e, depois, ajustar o resultado ao efeito sazonal derivado da época do ano da pesquisa.
“As intenções de contratação nas empresas americanas continuam fracas. Apesar de haver áreas no país que mostram um aumento, ainda é preciso fortalecer essas intenções para que se vislumbre a recuperação do mercado de trabalho”, disse o diretor-executivo da Manpower, Jeff Joerres, em comunicado.
A companhia reconhece os sinais de moderação indicados pelo alto número de diretores que escolhem manter o quadro de funcionários intacto, mas, segundo o presidente da Manpower para o continente americano, Jonas Prising, “os próximos meses devem ser difíceis nos Estados Unidos, tanto para os empregadores quanto para os que buscam trabalho”.
Os setores que devem ficar estáveis durante o último trimestre de 2009 são a mineração, a informação e o âmbito financeiro, enquanto deve haver quedas nas contratações na venda no varejo e no atacado, assim como para os transportes e os serviços empresariais e profissionais.
Em nível internacional, a Manpower também informou hoje que as taxas de projeção de emprego são mais positivas agora do que no trimestre anterior para quase dois terços dos 35 países onde realizou suas pesquisas.
Assim, a empresa destaca o “otimismo” que se desprende dos números recopilados nos mercados emergentes, como o Brasil e a Índia, que lideram as projeções de emprego líquido junto à Colômbia, Peru, China, Austrália, Cingapura, Costa Rica, Canadá, Tailândia e Polônia.