O “Emirado Islâmico do Afeganistão”, como era conhecido o antigo regime talibã, disse hoje que o país vive “nove anos ardendo nas chamas da invasão americana” e insistiu em exigir a retirada imediata das tropas estrangeiras.
Em comunicado divulgado por causa do aniversário dos atentados de 11 de setembro, o grupo liderado pelo mulá Omar afirma que os Estados Unidos “perderam a oportunidade de restabelecer a paz no Afeganistão após empregar todos os meios e táticas militares durante os últimos nove anos”.
“No entanto, ainda têm uma oportunidade. Devem retirar as tropas do Afeganistão incondicionalmente, já que não têm direito a pôr condições”, ameaçou em uma nota divulgada pela agência de notícias AIP.
O “Emirado Islâmico” destaca o alto custo econômico e humano da guerra para os EUA e considera que as políticas da Casa Branca “não só estão demonstrando ser a causa de centenas de atos sangrentos no Afeganistão, como também em qualquer canto do mundo”.
As forças americanas invadiram o Afeganistão em outubro de 2001 e, em novembro, tomaram Cabul.
O regime talibã foi derrubado, mas pouco a pouco vários grupos fundamentalistas se fortaleceram e os remanescentes conseguiram novos apoios em suas áreas de domínio tradicional com outras organizações.