Os talibãs afirmaram hoje, no nono aniversário do início da invasão americana no Afeganistão, que controlam mais de 75% do território e “todas as estradas”, e pediram a retirada das tropas estrangeiras
“Nove anos depois do anúncio, a força do jihad (guerra santa) e a resistência contra a invasão americana e contra seus aliados está tão forte como sempre”, afirmou o movimento insurgente em comunicado divulgado hoje.
Devido às eleições parlamentares de setembro, o Governo afegão teve de admitir que as tropas não presença em apenas nove dos 400 distritos afegãos, embora tenham reconhecido que a atividade insurgente conquistou terreno.
Em seu balanço sobre a situação no Afeganistão, os talibãs consideraram que o Governo dos Estados Unidos “estão decepcionado com os resultados da guerra no Afeganistão”, e lembraram que 2010 está sendo o ano mais sangrento para a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan.
“Surgiram diferenças internas na Casa Branca” sobre os “pobres resultados” que as tropas da Otan estão obtendo, disseram os insurgentes, que lembraram que alguns países puseram fim a sua missão e retiraram suas tropas.
Os talibãs afirmaram que controlam mais de 75% do território e “todas as estradas” do país, que têm maior experiência militar e estão em condições de “atacar todas as bases militares dos americanos”.
“Só os governantes confundidos da Casa Branca, devido a sua arrogância, estão empenhados em continuar com a ocupação do Afeganistão”, afirmaram os insurgentes.
Na nota, os insurgentes não mencionam os possíveis contatos com o Governo afegão com vistas a uma negociação de paz, apesar das informações divulgadas nos últimos dias sobre conversas secretas.