O presidente iraquiano, information pills Jalal Talabani, disse neste domingo que cerca de 100 mil soldados americanos poderiam sair do Iraque até o final de 2008. Em declarações à rede americana CNN, Talabani disse que achava “possível que, no final do ano que vem, uma grande parte do Exército dos EUA esteja outra vez aqui (nos EUA)”, e especificou que o número poderia ser de 100 mil efetivos.
Talabani, que se reuniu esta semana com o presidente americano, George W. Bush, na Casa Branca, disse, no entanto, que o ritmo de evacuação dos soldados depende dos altos comandantes americanos.
O líder iraquiano, que não detalhou por que achava possível uma aceleração na saída dos soldados americanos, saiu também em defesa do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki. O chefe da Comissão de Integridade Pública, responsável por combater a corrupção no Iraque, Radi al-Radi, denunciou recentemente que a corrupção no Iraque tinha se propagado até o governo Maliki.
Em suas declarações à CNN, Talabani garantiu que seu primeiro-ministro “é um homem limpo”. O presidente iraquiano defendeu que, após a saída da maioria dos soldados americanos, permaneçam “durante um tempo” em território iraquiano três bases americanas: uma ao norte, a segunda ao sul e a terceira no centro do país.
Estes soldados seriam para “treinar e estabilizar o Iraque, e prevenir a ingerência de países vizinhos” nos assuntos iraquianos. O presidente iraquiano também falou sobre os curdos e se mostrou partidário de que façam parte de um Iraque democrático e federal, e que não implementem um estado curdo independente. “Não há possibilidades de ter um Curdistão independente por muitas razões”, disse o presidente iraquiano. Atualmente, os EUA têm cerca de 165 mil efetivos no Iraque.
Em setembro, Bush aprovou um plano do chefe das forças militares dos EUA no Iraque, general David Petraeus, pelo qual reduziriam as tropas entre 20 mil e 30 mil soldados em meados de 2008.