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Mundo

Suspeitos de terrorismo teriam sido alvo de experiências em interrogatórios

Arquivo Geral

07/06/2010 21h50

O grupo Physicians for Human Rights (PHR) denunciou hoje que médicos americanos realizaram experiências com supostos terroristas após os atentados de 11 de setembro de 2001 com o objetivo de refinar técnicas de interrogatório.

 

Em um relatório, o grupo diz que sua denúncia se baseou em documentos públicos e que as experiências teriam sido realizadas com a supervisão da Agência Central de Inteligência americana (CIA) durante a guerra contra o terrorismo lançada no Governo do ex-presidente George W. Bush.

 

Nathaniel Raymond, porta-voz do PHR, manifestou em uma declaração que as experiências e a investigação sobre seus efeitos “parecem ter sido realizadas com o objetivo de dar uma fachada legal à tortura”.

 

Segundo o PHR, que pediu ao Governo dos Estados Unidos para que investigue sua denúncia, profissionais de saúde observaram diversas técnicas de interrogatório, entre elas o ‘waterboarding’ (afogamento simulado), a exposição a temperaturas extremas, o isolamento prolongado, a privação do sono e a nudez forçada.

 

Segundo Raymond, o pessoal médico reunia dados para determinar se essas técnicas violavam normas do Departamento de Justiça americano sobre o que pode ser considerado como tortura e não para proteger a saúde do detido.

 

O relatório da organização independente sem fins lucrativos menciona os casos de ‘waterboarding’, para os quais os médicos recomendaram agregar sal à água para que o detido não sofresse uma redução dos níveis de sódio no sangue devido à inspiração da água.

 

“Não estamos fazendo uma acusação. O que dizemos é que uma investigação é necessária. Se a Casa Branca não tomar medidas, estará dando as costas a algo que poderia ser percebido como um crime de guerra”, disse Raymond.

 

Entretanto, a denúncia foi rejeitada energicamente pela CIA, cujo porta-voz, Paul Gimigliano, afirmou que esse organismo “não realizou nenhum tipo de pesquisa sobre detidos ou grupos de detidos”.

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