A Justiça americana condenou à morte o responsável pela morte de nove pessoas negras em uma igreja de Charleston, nos Estados Unidos. A decisão saiu nessa terça-feira (10), sete meses após o crime, que ocorreu em junho de 2015. Após o julgamento, Dylann Roof garantiu não estar arrependido e afirmou que ninguém o obrigou a cometer a ação.
Em seguida, o acusado disse que o ódio que sente desde o dia em que praticou o crime é o mesmo que as famílias das vítimas sente hoje por ele e ainda acrescentou que sua atitude foi impulsionada naturalmente.
Roof ainda tentou buscar compaixão do juri ao pedir prisão perpétua ao invés de pena de morte. “Tenho o direito de pedir a vocês prisão perpétua, porém não sei de que forma isso serviria. Só um de vocês precisa estar em desacordo com o resto do júri”, pontuou.
O advogado da Procuradoria, Jay Richardson, lembrou ao tribunal que Roof “executou a sangue frio pessoas que, segundo ele, eram meros animais selvagens”. Logo depois, o Richardson completou: “Sentenciem este acusado à morte por matar Clementa Pinckney”, disse, se referindo ao pastor da igreja. Depois repetiu a frase nomeando as outras oito vítimas.
Saiba Mais
No dia 15 de junho de 2015, Dylann Roof disparou 77 tiros, após passar cerca de 40 minutos sentado ao lado das vítimas durante uma leitura da Bíblia. O massacre aconteceu na Igreja Metodista Episcopal Africana Mãe Emanuel, um símbolo da luta contra a escravidão em Charleston.
Em dezembro, o tribunal viu o vídeo de confissão de Dylann Roof, feito um dia após o ataque. Nas imagens, o jovem justificava suas ações como represália pelos supostos crimes cometidos pelos negros contra os brancos.
“Alguém tinha que fazer isso porque os negros estão matando os brancos o tempo todo na rua e estão estuprando as mulheres brancas”, dizia Roof, calmamente, ao oficial do FBI.