Pelo menos 120 pessoas morreram em decorrência de um surto de cólera que afeta o Zimbábue desde o início do ano, story informou hoje o jornal governista The Herald, viagra que cita o ministro de Saúde e Bem-estar da Infância zimbabuano, information pills David Parirenyatwa.
Segundo o ministro, já foram registrados 991 casos da doença. No entanto, o embaixador dos Estados Unidos no Zimbábue, James McGee, disse nesta quinta-feira ter recebido a informação de que os infectados somam entre 1.200 e 2.500 e de que as vítimas mortais são 294.
O surto da doença, que se intensificou em setembro, se estendeu a nove das dez províncias do país, embora as áreas mais afetadas sejam os subúrbios de Budiriro e Glen View de Harare e a cidade de Beitbridge, na fronteira com a vizinha África do Sul, confirmou Parirenyatwa.
“Todos os casos registrados em Beitbridge, Karoi, Manicaland, Seke, Goromonzi e outras localidades do interior têm como origem o surto de Harare, com o subúrbio de Budiriro como epicentro”, disse o funcionário zimbabuano.
Parirenyatwa especificou que, apenas em Beitbridge, 37 pessoas morreram, além de outras três na cidade sul-africana de Musina, do outro lado da fronteira, para onde tinham se transferido na busca de um tratamento médico melhor do que aquele que é possível obter atualmente no Zimbábue.
A Associação Médica do Zimbábue (Zima) responsabilizou o Governo pela deterioração dos níveis de atendimento no setor da saúde pública, afetado por uma crítica escassez, e em alguns casos por carência absoluta de equipamentos, remédios e elementos essenciais para o atendimento aos doentes nos hospitais e clínicas do país.
“O atual surto de cólera, e as mortes que provocou na capital e em várias localidades do interior do país”, são decorrentes “da deterioração do sistema de saúde pública e de pobres instalações de distribuição de água potável e serviços sanitários. Este surto era previsível e, portanto, poderia ter sido evitado”, disse a Zima.
Os principais hospitais do Estado em Harare quase paralisaram suas operações devido à falta de médicos e enfermeiros, já que muitos pararam pelo que qualificam de “salários de fome” e insustentáveis condições de trabalho, incluindo jornadas de até 72 horas sem descansos nem alimentação adequada.
Por sua vez, a Associação de Residentes de Harare responsabiliza a Autoridade Nacional Zimbabuana de Água (ZINWA), a qual afirma que “fracassou em sua tarefa de fornecer água potável e manter de forma apropriada a rede de esgotos da cidade”.
Por sua vez, a Associação Zimbabuana de Médicos pelos Direitos Humanos (ZADHR) advertiu sobre uma provável extensão da emergência humanitária criada por causa do surto de cólera, pelo qual culpa também o Governo, e fez uma chamada para que a comunidade internacional ofereça sua assistência.
“Este surto piorará, já que se aproxima a temporada de chuvas e os hospitais e laboratórios estão ultrapassados em sua capacidade de atendimento”, disse à Agência Efe Douglas Gwatidzo, o presidente da ZADHR, instituição que lidera os esforços para evitar que o surto de cólera se transforme em epidemia.
A Médicos Sem Fronteiras advertiu no início desta semana que cerca de 1,5 milhão de pessoas em Harare correm perigo de contrair a cólera e que casos isolados da doença foram detectados até na cidade sul-africana de Durban, 900 quilômetros ao sul da fronteira com o Zimbábue.