O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela anulou nesta terça-feira o processo de antejulgamento contra o líder opositor Henrique Capriles, um dia após a legenda governista PSUV suspender a filiação do militante que apresentou a denúncia.
“Ao entrar com o processo, o cidadão Gerson Pérez se identificou como ‘comissário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)’, qualidade que não credenciou”, assinalou o TSJ em comunicado divulgado nesta terça-feira ao motivar a suspensão do antejulgamento que tinha sido admitido a trâmite na sexta-feira.
O diretor nacional do PSUV, Aristóbulo Istúriz, disse nesta segunda-feira em entrevista coletiva que o partido não tinha autorizado Pérez a fazer esta denúncia contra Capriles, governador do estado de Miranda e um dos favoritos a enfrentar o líder Hugo Chávez nas próximas eleições presidenciais.
“Gerson Pérez não foi autorizado pelo partido a realizar uma ação dessa natureza. Está expulso do partido”, anunciou Istúriz.
O Supremo declarou nesta terça-feira a “nulidade absoluta” da solicitação de antejulgamento contra Capriles, momento processual em que se determina se há motivos para abrir um julgamento contra um funcionário público.
O processo contra Capriles, candidato nas primárias da oposição de 12 de fevereiro do ano que vem para escolher um presidenciável, se baseou na suposta comissão dos crimes de fraude à nação com ânimo doloso e corrupção administrativa.
Capriles lançou sua candidatura para as eleições primárias da oposição em 3 de maio passado.
O governador de Miranda criticou a abertura do processo depois de o TSJ aceitar a apresentação da denúncia e afirmou em sua conta no microblog Twitter que “alguns têm medo do futuro”.