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Mundo

Suposto autor do atentado em Marrakech quis unir-se a jihad

Arquivo Geral

06/05/2011 14h20

O suposto autor do atentado contra o café Argana de Marrakech que atacou o próprio país já foi preso em três ocasiões ao tentar unir-se aos “jihadistas” da Chechênia e do Iraque, e preparou os dois explosivos de nove e seis quilos, respectivamente, com os conhecimentos adquiridos pela internet.

Em coletiva de imprensa do ministro Interior marroquino, Taieb Cherkaui contou que o suspeito principal, detido com mais dois colaboradores, tomou a decisão de executar o ataque depois de ter sido detido em Portugal, na Síria e na Líbia entre 2004 e 2008 ao tentar viajar à Chechênia e ao Iraque.

Os dois colaboradores do suposto autor foram detidos previamente com ele na Líbia quando seguiam para o Iraque, afirmou, e detalhou que os três residem na cidade de Safi (cerca de 150 quilômetros ao leste de Marrakech), sem especificar suas identidades, as datas e os locais das detenções.

Em todas as tentativas, os três supostos terroristas foram expulsos e devolvidos de seu país de origem. O principal suspeito visitou sites para aprender a fabricar os explosivos, onde leu “enciclopédias especializadas em técnicas de produção de artefatos”, explicou o titular marroquino do Interior.

Pelas investigações, o suposto terrorista não tinha como primeiro alvo o café Argana, na turística praça de Yemaa el-Fna, mas decidiu fazer sua ação contra neste local ao perceber ali uma grande concentração de turistas estrangeiros. Além dos 16 óbitos, sendo 13 estrangeiros, mais 21 pessoas ficaram feridas. Nos corpos de três feridos foram encontrados pregos de ferro.

O suposto principal autor escondia o material para preparar os explosivos, adquirido há seis meses, na casa de seus pais na cidade pesqueira de Safi, em cujo porto trabalhava, acrescentou o ministro em seu discurso nesta sexta-feira.

Cherkaui definiu o suposto terrorista, de quem a Polícia elaborou um retrato-falado com base em diferentes depoimentos, como “um cidadão marroquino obsessivo com o pensamento ‘jihadista’ e que jurou lealdade à organização Al Qaeda”.

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