A imigrante africana de 32 anos, suposta vítima de agressão sexual do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, ainda não voltou para casa nem ao trabalho, disse nesta terça-feira o advogado da camareira, Jeff Shapiro.
Em declarações à rede de televisão “CNN”, o advogado assinalou que, desde que ocorreu o incidente no sábado passado no hotel onde trabalha em Nova York, sua cliente não teve condições ainda de voltar para casa nem ao trabalho.
“Não tenho nem ideia do que será dela no futuro”, indicou Shapiro à “CNN” sobre a camareira, cuja identidade não foi revelada. Ela pode ser intimada a depor na Justiça americana.
O advogado da suposta vítima – mãe de uma adolescente e que, segundo a imprensa nova-iorquina, fala francês e poderia ser muçulmana – assinalou que “o trauma que ela sofreu nesse quarto do hotel é enorme” e que agora ela “precisa descansar”.
A camareira denunciou ao serviço de segurança do hotel que Dominique Strauss-Kahn teria tentado estuprá-la quando ela entrou na suíte do economista francês para limpá-la, no sábado passado. Um dia depois, ela o identificou em um teste de reconhecimento feito pela Polícia de Nova York.
Benjamin Brafman, advogado de defesa do ex-ministro de Economia da França, afirmou que o suposto ataque poderia ter sido uma relação consentida, tal como publicou o jornal “New York Post”.
“As provas, a nosso ver, não concordam com um encontro forçado”, disse Brafman, reconhecido por ter defendido na Justiça personalidades como Michael Jackson e os rappers P.Diddy e Jay-Z.
A juíza Melissa Jackson, da Corte Criminal de Manhattan, negou na segunda-feira o pedido de liberdade sob fiança ao réu, prevendo uma possível fuga de Strauss-Kahn.