Menu
Mundo

Sunitas e xiitas firmam pacto para pôr fim a choques em Trípoli

Arquivo Geral

08/09/2008 0h00

Os principais líderes sunitas e xiitas do Líbano assinaram hoje um acordo de reconciliação que procura pôr fim aos confrontos entre as comunidades muçulmanas que ocorrem há meses na cidade de Trípoli (norte).


O pacto, click promovido pelo primeiro-ministro libanês, information pills Fouad Siniora, inclui o fim dos combates registrados desde maio em Trípoli e que opõem sunitas, apoiados pela maioria parlamentar, a xiitas, que recebem o respaldo da oposição.


Além disso, as partes se comprometem a manter a paz e a estabilidade, a deixar de fazer manifestações violentas, assim como a indenizar pelos danos causados durante os choques armados.


O acordo estabelece também que Trípoli fique sob a jurisdição das forças de segurança libanesas.


Esta tentativa de reconciliação conta com o beneplácito do líder da maioria parlamentar libanesa, Saad Hariri, e do chefe do grupo xiita Hisbolá, Hassan Nasrallah, que lidera a oposição.


Hariri disse hoje que “a situação em Trípoli é triste porque esta é a cidade da coexistência e não há diferença entre um cidadão e outro, qualquer que seja sua religião”, e desejou que “a reconciliação consolide a segurança, a estabilidade e a confiança” entre seus habitantes.


O acordo de reconciliação foi assinado hoje na residência do mufti Chaar, o máximo dignatário religioso de Trípoli.


Antes de assinar o documento de hoje, Siniora elogiou o papel de Trípoli na consolidação da fisionomia da cidade, na coexistência cristã-muçulmana e na consolidação da democracia e independência.


“Trípoli é uma cidade unida e o Estado deve garantir sua segurança. Deve ser desmilitarizada já que as armas não protegem ninguém”, afirmou o chefe de Governo.


Ele insistiu em que o documento assinado hoje implica em que as forças de segurança assumam sua total responsabilidade. “Aqueles que instigam os conflitos são os inimigos da cidade, e não serão protegidos”, acrescentou.


Siniora expressou também sua esperança de que “o espírito de conciliação (que reina em Trípoli a partir do acordo de hoje) se estenda a outras regiões do país”.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado