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Mundo

Sul-coreanos vão às urnas em meio a acusações de corrupção

Arquivo Geral

18/12/2007 0h00

A Coréia do Sul realizará amanhã suas eleições presidenciais com a participação de 37 milhões de eleitores em um clima de confusão política, about it já que o candidato favorito está sob investigação parlamentar devido a um suposto caso de corrupção na bolsa de valores.

Todas as pesquisas indicam uma vitória esmagadora de Lee Myung-bak, líder do opositor Grande Partido Nacional (GPN), que foi absolvido há duas semanas de um caso envolvendo a manipulação de ações da empresa de consultoria financeira BBK.

No entanto, o Novo Partido Democrático Unido (NPDU), herdeiro político do atual presidente Roh Moo-hyun e rival do GPN, publicou um vídeo que atrela Lee à empresa investigada.

Esta surpresa em plena campanha colocou o provável futuro presidente da Coréia do Sul sob novo julgamento, já que o Parlamento decidiu na segunda-feira abrir uma comissão de inquérito.

A grande vantagem de Lee, que já foi prefeito de Seul e tem 40% das intenções de voto, pode ser inútil, já que se vencer amanhã ainda correrá o risco de ser processado.

A comissão de inquérito emitirá um veredicto antes que o vencedor das eleições tome posse. Isso poderia fazer com que o chefe de Estado eleito fosse processado judicialmente, uma situação não prevista pela legislação sul-coreana.

Lee, que afirmou reiteradamente que não tem qualquer culpa no caso BBK, acatou a comissão de inquérito, provavelmente confiante em que a justiça não o tratará da mesma forma se for eleito presidente.

O ex-prefeito de Seul provavelmente tem em mente o caso de Chung Mong-ku, presidente da Hyundai Motor. Apesar de ser considerado culpado em um caso de corrupção, foi punido apenas com uma multa e cumpriu trabalhos comunitários devido à sua contribuição à economia.

Apesar das acusações de corrupção, Lee tem grande popularidade entre os sul-coreanos, que o vinculam à prosperidade econômica, já que nos últimos anos os impostos e os preços de imóveis subiram no país.

Hoje, várias pessoas se reuniram para protestar contra Lee no centro de Seul.

Próximo ao local, o GPN encerrou a campanha do ex-prefeito de Seul, com personalidades que discursaram em seu apoio.

Um grupo de animadores, vestidos de azul – a cor do partido -, divertiu os presentes, fazendo o sinal da vitória com as mãos.

As autoridades colocaram um forte destacamento policial próximo ao local para garantir a segurança.

Apesar do ambiente político animado registrado hoje no centro de Seul, a apatia pela vitória anunciada de Lee parece ter incomodado grande parte da população.

Teme-se que menos pessoas votem amanhã, em contraste com os altos índices de participação da eleição presidencial de 2002, quando cerca de 80% dos eleitores foram às urnas.

Segundo as previsões, apenas 60% dos sul-coreanos com direito a voto comparecerão amanhã aos 13.178 colégios eleitorais, que ficarão abertos por doze horas, a partir das 6h.

As eleições de amanhã podem ter a menor participação da história da democracia sul-coreana, por isso o presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Koh Hyun-chul, pediu em entrevista coletiva que os cidadãos votem.

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