O Governo do Sudão rejeitou neste sábado (28) a intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas para resolver o conflito armado com seu vizinho do sul, já que prefere a mediação da União Africana (UA).
O ministro sudanês de Relações Exteriores, Ali Karti, explicou em comunicado que seu país “se opõe que o conflito entre Cartum e Juba seja tratado pelo Conselho de Segurança, pelo temor de que considerações e posturas políticas anteriores prevaleçam sobre os princípios de uma solução pacífica e justa”.
O ministro destacou sua confiança no trabalho que a UA e seus órgãos, especialmente seu Conselho para Paz e Segurança, podem realizar para resolver as diferenças entre Sudão e Sudão do Sul.
Nesse sentido, o ministro reiterou seu compromisso com as resoluções adotadas recentemente pelos chefes de Estado africanos que pedem que a UA intermedeie uma solução entre os países.
Na quinta-feira passada, os Estados Unidos distribuíram uma minuta de resolução no Conselho de Segurança que ameaça impor sanções a Cartum e Juba se não cumprirem com o pedido da UA de deter rapidamente os enfrentamentos e ataques.
O Conselho para Paz e Segurança da UA pediu na terça-feira passada às duas partes o fim das hostilidades em 48 horas e a retirada incondicional de suas forças das regiões em disputa.
No entanto, o Sudão do Sul denunciou na sexta-feira que milícias rebeldes, apoiadas pelo regime de Cartum, atacaram uma área próxima à localidade de Malakal, em um estado petroleiro sul-sudanês.
Nas últimas semanas, os dois países protagonizaram uma escalada bélica em seu empenho por controlar as áreas fronteiriças pendentes de demarcação, algumas delas ricas em petróleo.
O Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, nasceu no dia 9 de julho após a realização de um plebiscito entre seus habitantes e após o conflito bélico com o norte, que durou mais de duas décadas. EFE