O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn saiu neste sábado do apartamento que havia alugado no bairro nova-iorquino de Tribeca com sua esposa e filha, e com várias malas, provavelmente com destino à França.
Várias TVs americanas mostraram imagens do político e sua família deixando o apartamento com várias malas e aparentemente com destino ao aeroporto para voar neste sábado em direção ao país, França, como já havia antecipado a imprensa gala.
Depois que o juiz Michael Obus retirasse todas as acusações por assédio sexual e tentativa de estupro que pesavam contra si pela falta de credibilidade da suposta vítima, o francês passou alguns dias na Grande Maçã, onde comemorou sua libertação com a esposa, Anne Sinclaire, e sua filha Camille.
Em 26 de agosto, o ex-diretor-gerente do FMI voou com sua esposa para Washington, onde o casal tem uma casa no exclusivo bairro de Georgetown, para “colocar seus assuntos em ordem” e visitar a sede do organismo econômico multilateral do qual foi principal responsável por mais de três anos.
Lá reuniu-se com sua sucessora, a também francesa Christine Lagarde, assim como com antigos companheiros. Ele renunciou ao cargo no organismo internacional em maio, depois que a camareira Nafissatou Diallo o acusasse de tê-la agredido sexualmente.
Strauss-Kahn foi detido em 14 de maio no aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, quando estava dentro de um avião pronto para viajar a Paris, depois de ser denunciado pela camareira do hotel em que estava hospedado.
Na França o aguarda uma população divida. Uma pesquisa divulgada na semana passada aponta que 53% dos franceses não querem que o ex-diretor-gerente do FMI e antes favorito nas intenções de voto para as presidenciais de 2012 “participe do debate político nos próximos meses”, segundo levantamento publicado pela imprensa francesa na semana passada.