O S&P 500 teve perda de 0,6% na semana anterior às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que ocorrem nesta terça-feira (3). Analistas ajustaram posições em meio a um clima de aversão ao risco.
Uma análise histórica divulgada pela CNBC mostra que o índice costuma reagir positivamente após as votações. Em média, ele sobe 0,2% no dia seguinte à eleição e acumula alta de 1,1% no mês, considerando dados de 1980 a 2024.
Um ano após os pleitos de meio de mandato, o S&P 500 registra ganho médio de 13,7%. O retorno é positivo em 91% dos casos, e o índice subiu após todas as 11 eleições de meio de mandato entre 1982 e 2022.
O histórico também indica que o mercado tem preferência por governos divididos, em que um partido controla a Casa Branca e o outro domina pelo menos uma das casas do Congresso. Nessas situações, o índice teve ganho médio de 15% no ano seguinte às votações, frente a uma alta de 11,5% quando um único partido detinha o controle total.
Os dados ainda são positivos para um cenário específico: democratas no Congresso e republicanos na Presidência. Após as três eleições de meio de mandato que tiveram essa configuração, o S&P 500 recuou 0,5% no primeiro dia, mas subiu 3,4% em um mês e 10,9% em um ano.
Este ano, uma pesquisa do New York Times em parceria com o Siena Research Institute mostra candidatos democratas à frente nas disputas pelo Senado em cinco dos sete Estados considerados decisivos.
Eventos externos, no entanto, podem sobrepor-se ao efeito eleitoral. Após as eleições de 2000, o S&P 500 caiu 22,1% no ano seguinte com o estouro da bolha da internet, seu pior desempenho pós-eleitoral desde 1980. Já o melhor desempenho ocorreu após 2020, quando registrou alta de 38,3% na recuperação pós-pandemia.