Soldados de elite do Exército da Guiné se aquartelaram hoje na principal base militar do país e fizeram disparos para o alto em um novo motim para protestar contra a falta de pagamento de salários, there informaram emissoras de rádio regionais.
Segundo as fontes, pilule unidades de paraquedistas tomaram a base Alfa Yaya Diallo, próxima ao aeroporto de Conacri, a capital guineana, e aprisionaram o chefe do Estado-Maior do Exército, geral Mamadou Sampil, que tentava negociar com os amotinados.
Os disparos ao ar, que duraram cerca de duas horas, começaram no começo da manhã e causaram o pânico entre os moradores dos bairros próximos ao quartel.
O tiroteio recomeçou durante a tarde, provocando o fechamento do comércio e escolas da capital guineana.
Os militares reivindicam o pagamento de bonificações salariais que remontam a 1996. O motim de hoje foi um reflexo do que ocorreu exatamente há um ano, pelo mesmo motivo.
Em maio de 2007, os soldados se amotinaram após uma greve geral que paralisou as atividades industriais e comerciais da Guiné, o primeiro produtor mundial de bauxita (mineral de alumínio).
Naquela ocasião também fizeram disparos ao ar e, pelo menos, dez pessoas morreram por causa de balas perdidas.
O motim de hoje poderia gerar um conflito generalizado, já que as centrais sindicais e os partidos da oposição rejeitaram a nomeação de Ahmed Tidjane Souaré como primeiro-ministro do país.
O antigo premiê, Lansana Kouyaté, deixou o cargo na semana passada. Ele havia sumido em 2007 na tentativa de pôr fim à crise política e econômica que Guiné atravessa há uma década.
Kouyaté havia prometido aos militares cumprir as exigências salariais e o pagamento das bonificações.