Um soldado do Exército da Tailândia morreu e outros cinco ficaram feridos em um confronto com tropas do Camboja, ocorrido nesta sexta-feira em uma área de fronteira disputada pelos dois países.
O porta-voz do exercito tailandês, coronel Sunsern Kaewkumnerd, informou que a troca de tiros de fuzil e fogo de artilharia começou ao amanhecer no distrito de Pa Nom Dong Rak, da província de Surin situada ao nordeste da Tailândia, e durou cerca de 30 minutos.
“Confirmo que há um soldado morto e cinco feridos”, disse o porta-voz militar tailandês.
As autoridades deram a ordem de evacuar a aldeia e outras comunidades situadas nas imediações do local em que aconteceu o enfrentamento, onde estavam aproximadamente 5 mil pessoas, de acordo com o governador da província, Serm Chainarong.
No começo de fevereiro, oito pessoas morreram, incluindo civis, e dezenas ficaram feridas nos combates travados durante quatro dias.
Em março passado, os Governos de Camboja e Tailândia aceitaram negociar com a mediação da Indonésia a disputa territorial pelo controle de uma pequena área situada ao lado do templo de Preah Vihear, situado na fronteira comum.
No entanto, depois Tailândia mudou de opinião e rejeitou negociar uma solução com o país vizinho, alegando que a presença de observadores indonésios na região em disputa poderia complicar a situação.
O litígio entre os países força em 2008, quando o templo foi declarado patrimônio da humanidade e a Unesco o inscreveu dentro do território cambojano.
Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), cuja Presidência temporária é ocupada pela Indonésia, discutiu sobre o conflito em reunião realizada no final de fevereiro e surgiu a iniciativa da mediação.
O bloco regional é integrado por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.
A Tailândia admite que o conjunto monumental se encontra em solo cambojano, tal como sentenciou o Tribunal Internacional de Haia em 1962, mas reivindica uma área de 6,4 quilômetros quadrados situada nos arredores do templo.
Os dois países assinaram em 2000 um memorando de entendimento para criar uma comissão bilateral que delimitasse a fronteira.