Em declarações à imprensa após participar da cúpula da Otan, Solana minimizou a disputa mantida pelo Governo turco com os principais países da Aliança sobre a designação de Rasmussen.
“Conhecemos bem o futuro secretário-geral”, disse o representante europeu e disse que as diferenças entre a Turquia e os outros países aliados “foram resolvidos melhor do que o esperado, porque vão abrir as portas para a solução de outros problemas que tínhamos”.
Solana também destacou a atitude do presidente turco, Abdullah Gül, “muito aberto e construtivo desde ontem à noite”, quando a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, apoiaram perante os demais líderes aliados, durante o jantar de trabalho, a candidatura de Rasmussen.
“Nos debates sobre pessoas, sempre há dificuldades, porque são muitos os países e poucos os postos”, disse Solana.
O primeiro-ministro dinamarquês é “pessoa bem conhecida, trabalhou muito bem em temas de consenso”, como a preparação da grande conferência da ONU sobre a mudança climática, disse.
Solana deixou claro que as aspirações da Turquia em entrar na União Europeia “não estiveram em jogo” durante as conversas destes dias na Otan.