Menu
Mundo

Socorristas relatam 12 mortos em ataques israelenses em Gaza, metade de uma mesma família

Bombardeio atingiu residência na Cidade de Gaza durante a madrugada, segundo equipes de resgate; Israel afirma que o alvo era um integrante do Hamas

Redação Jornal de Brasília

21/07/2026 12h35

afp 20250126 36w62zm v2 preview topshotpalestinianisraelconflict

Foto: Omar AL-QATTAA / AFP

Doze palestinos, entre eles seis membros de uma mesma família – incluindo várias crianças – morreram nesta terça-feira (21) em diferentes ataques na Faixa de Gaza, informaram equipes de resgate e testemunhas.

Segundo a Defesa Civil de Gaza, que opera sob a autoridade do Hamas, um bombardeio atingiu de madrugada a casa da família Al-Masri na Cidade de Gaza, no norte do território.

O hospital Al-Shifa confirmou ter recebido os corpos das vítimas e vários feridos.

Equipes da AFP constataram danos importantes na residência, cujo teto ficou praticamente desabado e parcialmente carbonizado.

Uma fonte militar declarou à AFP que um ataque “tinha como alvo um terrorista do Hamas nessa área”, sem fornecer mais detalhes.

No hospital Al-Shifa, o corpo de uma menina pequena foi colocado em um saco mortuário branco e alinhado ao lado de outros cadáveres envoltos em cobertores, na presença de seus familiares, alguns dos quais choravam em silêncio.

“Fomos pegos de surpresa”, declarou à AFP Ahmed al-Masri, que se identificou como um sobrevivente do bombardeio.

“Toda a família do meu irmão foi eliminada do registro civil: ele, sua esposa e seus quatro filhos”, detalhou.

A Defesa Civil informou a morte de outras seis pessoas ao longo do dia no território palestino.

Israel e o Hamas se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Pelo menos 1.168 palestinos morreram desde sua entrada em vigor em outubro de 2025, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

Do lado israelense, autoridades relataram a morte de cinco soldados e de um contratado que trabalhava para o Ministério da Defesa desde o início da trégua.

O acesso limitado a Gaza impede a AFP de verificar de forma independente os balanços ou de cobrir livremente a violência na região.

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado