A Síria não permitirá mais a presença de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas instalações de Al-Kibar, medical depois que um relatório indicasse na quinta-feira que se detectou restos de urânio no complexo, bombardeado por Israel no ano passado.
Segundo informou à imprensa em Viena o representante sírio perante a AIEA, Ibrahim Othman, Damasco dá por encerrado o assunto e considera que não são necessárias novas inspeções.
Após uma inspeção em junho passado, os especialistas da AIEA asseguram, em um relatório, que a forma do edifício destruído e a infra-estrutura adjacente “são similares às que são geralmente encontradas em uma instalação nuclear”.
No documento, o diretor-geral da AIEA, Mohamed el-Baradei, pede à Síria “que proporcione a transparência necessária, incluindo a permissão de novas visitas aos lugares requeridos e o acesso a toda a informação disponível para poder concluir a análise”.
Com o anúncio de hoje, a Síria parece disposta a impedir novas inspeções que esclareçam a presença de rastros de urânio enriquecido em Al-Kibar.
Segundo Damasco, as origens do material encontrado estão nos projéteis usados pela aviação israelense em um ataque de setembro de 2007.