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Mundo

Síria se retira da disputa por uma vaga no em conselho na ONU

Arquivo Geral

11/05/2011 14h22

O governo da Síria abandonou hoje (11) a disputa por um lugar no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. A eleição está marcada para o dia 20. O representante sírio na Organização das Nações Unidas (ONU), Bashaar Jaafari, afirmou que o governo sírio vai “reagendar a candidatura devido a outras prioridades”. No entanto, segundo ele, o presidente sírio, Bashar Al Assad, apresentará nova candidatura para o mandato seguinte.

 

As informações são da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa. Os governos dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França apresentaram críticas à candidatura da Síria no Conselho de Direitos Humanos. Nos últimos dias, foram enviados militares e tanques para várias cidades, onde centenas de pessoas foram detidas, de acordo com organizações e ativistas dos direitos humanos.

 

A decisão ocorre no momento em que o governo de Assad é alvo de protestos na Síria e contestações da comunidade internacional. Os manifestantes reivindicam que ele deixe o poder e paralelamente promova a abertura política no país. Há denúncias ainda de corrupção e violação de direitos humanos.

 

O representante da Índia na ONU, Manjeev Singh Puri, disse que o governo da Síria comunicou durante a reunião ao grupo de países asiáticos que não concorrerá cedendo o lugar ao Kuwait. “É oficial, o isolamento internacional forçou a Síria a acabar com esta candidatura hipócrita para se juntar ao conselho”, reagiu imediatamente o porta-voz da missão dos Estados Unidos, Mark Kornblau.

 

Com sede em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos é formado por 47 países e tem o objetivo de fiscalizar violações a direitos humanos em todo o mundo. Representando a Ásia integram ainda o conselho Índia, Indonésia e Filipinas.

 

Em novembro de 2010, o Irã viveu uma situação semelhante, quando foi forçado a retirar sua candidatura  à nova agência da ONU para as mulheres cedendo o lugar ao Timor Leste. No caso da Síria, há relatos de grupos sírios de direitos humanos, como a Human Rights Watch, que estimam que pelo menos 700 pessoas foram vítimas de tiros de armas em poder de forças de segurança no país durante manifestações.

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