Os representantes dos principais sindicatos do mundo pediram hoje ao Grupo dos Vinte (G20, viagra 40mg que reúne os países mais ricos e principais emergentes), cuja cúpula acontece em Londres na quinta-feira, que priorize a criação de emprego em suas discussões e adote medidas nesse sentido em seu acordo final.
Uma delegação liderada pelo secretário-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), Guy Ryder, transferiu este pedido ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anfitrião da cúpula, durante uma reunião mantida hoje no número 10 de Downing Street, residência oficial do chefe de Governo britânico.
Após o encontro, o secretário de Internacional de Comissões Operárias (CCOO), Javier Doz, afirmou à Agência Efe que os delegados tinham transmitido a Brown a “decepção” dos sindicatos pela ausência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na cúpula do G20.
Estarão presentes na reunião outros organismos econômicos, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os sindicatos pediram que o acordo final do Grupo “inclua em lugar de destaque uma referência ao trabalho digno” e aos direitos trabalhistas como são desenvolvidos pela OIT, assim como “medidas dirigidas a garanti-los”.
Os sindicatos apresentarão ao G20 um pacote de medidas contidas no que chamaram de Declaração de Londres, na qual se reivindica um plano coordenado de recuperação e crescimento sustentável orientado à criação de emprego.
A proposta inclui a ajuda aos bancos com problemas e novas regras financeiras, a luta contra o risco de deflação salarial, medidas sérias contra a mudança climática e a reforma dos organismos financeiros multinacionais.
Os representantes sindicais se reunirão amanhã na sede do Trade Union Congress (TUC, que aglutina os sindicatos britânicos) em Londres com o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Khan, e seu colega da OMC, Pascal Lamy.