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Sindicato dos roteiristas de Israel reage a boicote contra a indústria do país

Sindicato de roteiristas afirma que medida pode silenciar vozes críticas dentro do país; carta acusa instituições israelenses de envolvimento em genocídio contra palestinos

Redação Jornal de Brasília

10/09/2025 12h30

Foto: Divulgação/AFP

Foto: Divulgação/AFP

FOLHAPRESS

Após o boicote a empresas israelenses assinado por cerca de 1.500 profissionais do cinema, entre eles atores como Olivia Colman e Emma Stone, representantes da indústria cinematográfica de Israel se manifestaram contra a medida.

Em comunicado enviado ao jornal britânico The Guardian, o mesmo que publicou a carta de boicote na segunda, Nadav Ben Simon, presidente do sindicato de roteiristas de Israel, chamou de “profundamente preocupante e contraproducente” o movimento que quer “boicotar criadores israelenses”.

“Por décadas, criadores, artistas e contadores de histórias israelenses -eu incluso- dedicamos nosso trabalho a refletir a complexidade da nossa realidade”, escreveu Simon. “Temos constantemente dado voz a narrativas palestinas, críticas às políticas governamentais e às diversas perspectivas que moldam nossa sociedade”. Segundo ele, a medida pode “silenciar as próprias vozes que trabalham incansavelmente pela reconciliação e pelo entendimento.”

Na carta anunciando o boicote, artistas anunciaram que deixarão de trabalhar com instituições israelenses que acusam de estar “envolvidas no genocídio e apartheid contra o povo palestino”.

“Neste momento de crise, em que muitos dos nossos governos permitem o massacre em Gaza, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para responder a essa cumplicidade”, afirmam no texto.

Além de estrelas de Hollywood, há também entre os signatários da carta vários profissionais espanhóis e latino-americanos, como o ator hispano-argentino Juan Diego Botto, o diretor brasileiro Fernando Meirelles e o ator mexicano Gael García Bernal.

Esse compromisso, impulsionado pelo grupo Film Workers for Palestine, ou trabalhadores do cinema pela Palestina, se inspirou no boicote cultural ocorrido na África do Sul durante o período do apartheid, particularmente no movimento Filmmakers United Against Apartheid, ou cineastas unidos contra o apartheid.

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