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Sindicato de enfermeiro uruguaio desiste de pagar por sua defesa

Arquivo Geral

21/03/2012 17h18

O sindicato ao qual está afiliado o enfermeiro Marcelo Pereira, acusado de ter assassinado cinco pacientes da unidade de terapia intensiva de um hospital de Montevidéu, desistiu de defender o processado, informou à Agência Efe nesta quarta-feira (21) seu advogado, Santiago Clavijo.

Clavijo representava Pereira desde o final de semana passado – quando foi detido – em nome do Sindicato de Trabalhadores Não Médicos do Uruguai, que reúne funcionários do setor sanitário do país.

Segundo o letrado, seu escritório “cessará a defesa” de Pereira porque foi contratado pelo sindicato para atender o caso em sua fase preliminar.

Esta etapa terminará nas próximas horas, quando o juiz do caso, Rolando Vomero, notificar formalmente às partes do auto de processo por homicídio especialmente agravado, que o magistrado antecipou no domingo.

No entanto, Clavijo detalhou depois que “o juiz aceitou a acusação, o sindicato tomou distância”. A partir de agora Pereira será defendido por outro advogado, acrescentou.

“Mesmo assim, estamos em contato com a família do acusado, lhes expusemos a situação e como transcorre o caso e, claro, estamos dispostos a reunir-nos com a nova defesa para atualizá-los dos detalhes”, frisou Clavijo.

Pereira foi detido na sexta-feira pelo assassinato de cinco pacientes na unidade de terapia intensiva do Hospital Maciel.

Além dele foi detido seu colega Ariel Acevedo, acusado da morte de 11 pacientes na Associação Espanhola, um dos centros médicos mais prestigiados do país.

O primeiro fornecia a suas vítimas por via intravenosa potentes drogas como morfina, fenergan ou dormicum, e o segundo lhes injetava ar nas veias.

No domingo, após interrogá-los, o juiz Vomero decidiu processá-los pelo crime de homicídio especialmente agravado e os enviou à prisão de forma preventiva, embora ainda não tenha formalizado as acusações.

Além dos enfermeiros, foi processada pelo delito de encobrimento uma enfermeira que aparentemente conhecia ambos e cuja defesa também foi assumida inicialmente pelo Sindicato de Trabalhadores Não Médicos do Uruguai.

Ao contrário do caso de Pereira, Clavijo continuará defendendo a enfermeira por decisão do sindicato.

Acevedo, que da mesma forma que Pereira confessou seus casos, é representado pela advogada Inés Massiotti, que já anunciou que não apelará da sentença.

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