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Siamesas bengalis unidas pela cabeça passam por nova cirurgia

Arquivo Geral

14/01/2008 0h00

As gêmeas bengalis Krishna e Trishna, order de apenas um ano e unidas pela cabeça, foram submetidas hoje na Austrália a uma pequena cirurgia, a segunda nas duas últimas semanas para preparar a operação final para separá-las.

A diretora de Neurocirurgia do Hospital Real Infantil de Melbourne, Wirginia Maixner, indicou que as pacientes se recuperam bem e que é preciso esperar entre seis e oito meses para separá-las definitivamente, informa a imprensa australiana.

As gêmeas, que chegaram à Austrália muito doentes, nunca conseguiram se sentar nem viram os rostos uma da outra, por estarem unidas pela parte superior da cabeça.

Os médicos calculam que há 25% de possibilidades de elas sobreviverem à operação, mas se não as separam as duas morrerão antes de um ano.

Maixner disse que o processo será muito complicado e perigoso porque, embora tenham cérebros separados, compartilham uma artéria principal que leva o sangue do cérebro ao coração.

Explicou que o sangue do cérebro de uma das meninas vai para o corpo da outra, e a primeira, cujo corpo é menor, está sofrendo de problemas cardíacos.

Na semana passada, começaram as intervenções para reduzir o fluxo sanguíneo que circula entre os dois cérebros para que os dois bebês possam sobreviver separadamente.

Chegado esse momento, será procedida a divisão dos crânios e da pele, e a separação dos dois cérebros, que se encontram um em cima do outro, detalhou Maixner.

Krishna e Trishna foram descobertas em um orfanato bengali e estão sob os cuidados da fundação Children First.

A Children First arrecadou 250 mil dólares australianos (cerca de US$ 220 mil) para a operação, mas ainda precisa de outros 150 mil dólares australianos (US$ 132 mil) para a recuperação das gêmeas.

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