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Sheinbaum e Trump conversam por telefone sobre segurança e comércio

Presidentes do México e dos Estados Unidos conversaram por telefone após acusações americanas contra políticos mexicanos por supostos vínculos com cartéis de drogas

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 17h20

Foto: Mandel Ngan/Pool/AFP

Foto: Mandel Ngan/Pool/AFP

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, conversou por telefone, nesta sexta-feira (15), com seu par americano, Donald Trump, sobre temas de segurança e comércio, informou a mandatária.

Este novo diálogo ocorre em um momento em que Washington acusa uma dezena de políticos governistas mexicanos de terem vínculos com o tráfico de drogas e no âmbito da revisão do tratado de livre comércio da América do Norte (T-MEC), do qual o Canadá também participa.

“Tive uma conversa cordial e excelente com o presidente Trump, reafirmamos o trabalho que estamos fazendo na segurança e as negociações sobre comércio”, escreveu Sheinbaum em uma mensagem no X.

A presidente detalhou que os dois concordaram em manter novas conversas por telefone e que em uma data próxima funcionários americanos vão visitar o México.

As relações entre os dois países ficaram tensas depois que uma corte de Nova York acusou, no fim de abril, uma dezena de políticos da situação de supostos vínculos com o narcotráfico.

Os Estados Unidos pediram a detenção com fins de extradição dos acusados, entre eles Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa (noroeste) e que se afastou temporariamente do cargo em 2 de maio.

Esta é a primeira vez que um político no exercício do cargo é acusado de narcotráfico pelos Estados Unidos. Também foram acusados um senador e um prefeito, que também se afastou do cargo.

A procuradoria-geral mexicana analisa o pedido de extradição, enquanto a presidente Sheinbaum pediu que os Estados Unidos fundamentem suas acusações.

“Tem que haver provas, não falatórios, não invenções”, disse Sheinbaum na semana passada.

Na última terça-feira, a chancelaria informou que está à espera de que Washington responda uma nota diplomática na qual o governo mexicano pediu estas provas.

Rocha Moya, próximo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, repudiou as acusações de supostos vínculos com o poderoso cartel de Sinaloa.

AFP

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