A Coreia do Sul levou hoje ao Conselho de Segurança das Nações Unidas o resultado da investigação oficial com a qual responsabilizou um torpedo norte-coreano pelo afundamento, em março, da corveta sul-coreana “Cheonan” e posterior morte de 46 marinheiros.
Durante quase duas horas, a equipe internacional que investigou o incidente a pedido de Seul apresentou, em reunião a portas fechadas, as provas que supostamente envolvem Pyongyang no ataque em março, que elevou a tensão na relação entre as duas Coreias.
“Apresentamos e explicamos ao Conselho de Segurança as provas de que o ‘Cheonan’ foi afundado por um torpedo fabricado na Coreia do Norte e lançado de um minissubmarino norte-coreano”, afirmou, na saída da reunião, o co-presidente da comissão de investigação, o sul-coreano Yoon Duk-yong.
O especialista disse que entre as evidências apresentadas estão peças, como hélices e um motor, do projétil que afundou o navio e que, supostamente, foi indentificado como um torpedo CHT-025 produzido na Coreia do Norte.
“De acordo com as conclusões, esperamos que o Conselho de Segurança adote com prontidão as medidas adequadas contra a provocação da Coreia do Norte”, acrescentou.
Yoon foi à reunião acompanhado pelo embaixador de Seul na ONU, Park In-kook, além de vários altos oficiais das Forças Armadas do país.
Também estiveram presentes os especialistas americanos, suecos, canadenses, australianos e britânicos que participaram da investigação, cujas conclusões foram divulgadas no dia 20 de maio.
Após a saída da delegação sul-coreana, o embaixador da Coreia do Norte na ONU, Sin Son-ho, expôs a posição do regime de Pyongyang.
“Não tivemos nada a ver com isso, somos apenas vítimas e queremos deixar clara nossa posição em relação a este assunto”, assegurou.
O diplomata norte-coreano convocou para a terça-feira uma entrevista coletiva na sede da ONU para explicar a versão de seu país.