O primeiro-ministro sul-coreano, Kim Hwang-sik, advertiu nesta sexta-feira que há a possibilidade de a Coreia do Norte renovar suas provocações contra a Coreia do Sul devido a seu isolamento e a suas dificuldades econômicas, informou a agência local “Yonhap”.
“A Coreia do Norte ainda não está mostrando uma atitude responsável”, disse Kim na reunião anual de responsáveis de Defesa, que contou ainda com as participações de altos comandantes do Exército e do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.
“O Exército deve estar preparado, já que há a possibilidade de uma nova provocação, a julgar pela situação na Coreia do Norte”, apontou o primeiro-ministro.
Em novembro passado a ilha sul-coreana de Yeonpyeong, na zona fronteiriça do Mar Amarelo (Mar Ocidental), sofreu um bombardeio norte-coreano com disparos de artilharia, o que deixou quatro mortos e elevou ao máximo a tensão na região.
Além disso, em março do ano passado uma embarcação de guerra sul-coreana foi afundada também no Mar Amarelo e provocou a morte de 46 tripulantes, algo que Seul atribuiu ao ataque de um submarino norte-coreano, embora Pyongyang negue a acusação.
Apesar das tentativas das duas Coreias de reduzir a tensão no início deste ano, fracassou em fevereiro uma reunião bilateral entre militares dos dois países porque Seul exigia que Pyongyang se desculpasse pelos dois incidentes.
A tensão na península não impediu que em 2010 a produção no complexo industrial conjunto de Kaesong, em território norte-coreano, aumentasse 26%, a US$ 323 milhões, segundo informou nesta sexta-feira o Ministério de Unificação sul-coreano.
O Governo sul-coreano reiterou que o complexo de Kaesong, o único projeto intercoreano ativo, é uma prioridade e continuará operando.
Neste centro industrial, várias empresas sul-coreanas de produção têxtil, de ferramentas e eletrônica empregam mais de 46 mil norte-coreanos.