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Sete países exortam Israel a frear expansão dos assentamentos

Grupo liderado por França, Reino Unido e Alemanha condena violência de colonos e alerta empresas sobre riscos de atuar em projetos israelenses na região ocupada

Redação Jornal de Brasília

22/05/2026 12h21

Foto: Kahana/AFP

Foto: Kahana/AFP

Sete países exortaram Israel nesta sexta-feira (22) a deixar de expandir seus assentamentos na Cisjordânia, condenaram a violência dos colonos e advertiram as empresas de construção que participam de licitações.

A iniciativa foi lançada por Itália, França, Reino Unido e Alemanha, e depois contou com a adesão de Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

“Pedimos ao governo israelense que ponha fim à expansão dos assentamentos e de seus poderes administrativos, garanta que os colonos responsáveis por atos de violência prestem contas de seus atos e investigue as denúncias contra as forças israelenses”, afirmam os quatro países em um comunicado conjunto.

Também recordam que “os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais”.

“Nos últimos meses, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente. A violência dos colonos atingiu níveis sem precedentes”, diz o comunicado.

“As políticas e práticas do governo israelense, em particular a continuidade do reforço do controle israelense, comprometem a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados”, acrescenta.

Os países também pedem que Israel “levante as restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina”.

“Nós nos opomos firmemente àqueles, incluindo membros do governo israelense, que defendem a anexação e o deslocamento forçado da população palestina”, prossegue o comunicado.

Israel aprovou em agosto de 2025 o projeto E1, que dividirá em duas partes a Cisjordânia ocupada e colocará em risco toda continuidade territorial de um eventual futuro Estado palestino.

A licitação para construir 3.400 moradias em uma área de 12 km² situada a leste de Jerusalém foi publicada em dezembro pela Autoridade de Terras de Israel.

A ONU, a União Europeia e inúmeros dirigentes se posicionaram pedindo a Israel que renuncie a este projeto.

“As empresas não deveriam participar de licitações de obras de construção em E1 nem em outros projetos de assentamentos”, alertou a nota sobre as “consequências jurídicas e de reputação decorrentes de sua participação na construção de assentamentos”.

AFP

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