Sete países do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), drug entre eles Chile e Peru, negociarão, a partir de março, uma área de livre-comércio que servirá de embrião para a liberalização comercial desta zona, anunciaram nesta quinta-feira (20) fontes oficiais.
Estes países, reunidos sob o Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica, convidarão os demais membros do Apec para se incorporar ao projeto “até março”, disse hoje o ministro das Relações Exteriores chileno, Alejandro Foxley, no marco da 20ª Reunião Ministerial do Fórum.
Foxley explicou que a iniciativa pretende “fechar TLCs (Tratados de Livre-Comércio) que convirjam para poder ter uma área de livre-comércio”.
O Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica foi assinado por Chile, Nova Zelândia, Brunei e Cingapura (grupo conhecido como P4) em julho de 2005. No marco da reunião do Apec em Lima aderiram ao tratado Estados Unidos, Austrália e Peru.
“Hoje, somos sete países”, destacou a ministra de Comércio Exterior peruana, Mercedes Aráoz, ao ressaltar que a iniciativa transpacífica “vai impulsionar a rodada de Doha e a agenda do Pacífico”.
Nesse mesmo sentido se pronunciou Foxley, que pediu aos países protecionistas para desistirem de impor este tipo de medidas para que seja concluída em breve a Rodada de Desenvolvimento de Doha, que é negociada há sete anos com o objetivo de liberalizar o comércio mundial.
Além disso, o chanceler chileno destacou que a criação da área de livre-comércio na zona transpacífica “vai apoiar a noção de uma saída à crise financeira mundial” e significará “a criação de milhares de postos de trabalho”.
Já a representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, ressaltou no marco da reunião do Apec que a futura política comercial do presidente eleito do país, Barack Obama, tem “interesses articulados com TLCs de alta qualidade e essas negociações avançarão a partir de março”.